Durante mais de um ano, num tempo passado, apenas uma ideia fixa? Por que com tantas coisas para pensar, tantas pessoas para lembrar, tantos lugares para ver, tantos outros para conhecer, tantos sonhos para realizar, eu só conseguia pensar, lembrar, ver, conhecer e realizar um nome?
Eu vivi durante tanto tempo, um nome?
Tati
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Amor
Começo a entender que eu não preciso me lançar no abismo para me sentir viva.
Tão quieta estou agora, e sinto minha respiração arfante saindo e entrando nos pulmões.
Sinto a palpitação do meu coração que pulsa amor em taquicardia.
Sinto-me viva, intensamente viva!
Tão quieta estou agora, e sinto minha respiração arfante saindo e entrando nos pulmões.
Sinto a palpitação do meu coração que pulsa amor em taquicardia.
Sinto-me viva, intensamente viva!
Tati
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Somente um dia

O meu coração angustia...
Não compreendo essa agonia
Que em meu passado afligia,
E agora volta sombria!
Estou com uma insônia vadia,
Dum gato que o olho irradia,
Quando surge a lua boemia,
Com a noite que o descanso avaria.
Novamente meu sono tardia!
Quando também não durmo de dia,
É que tudo piora em demasia!
Uma pessoa me cobra harmonia,
Quando não sobra nem covardia.
Torno-me então uma egoísta vazia!
Que nem consegue chorar com valia,
Por magoar quem não merecia.
Se me conhecesse, me entenderia!
Se me conhecesse, compreenderia?
E se compreendesse me amaria?
Torna-se tola a sabedoria!
Sinto-me tão culpada, nostalgia.
Não consigo vencer a melancolia,
E já se aproxima a madrugada fria!
O meu choro agora é de poesia...
Por saber que nada agora supriria,
Não consigo hoje fingir alegria!
Não me espera hoje, me dá mais um dia?
Somente uma noite p'ra eu ficar sozinha?
Deixa-me chorar, que a dor alivia...
Dentro há tantas coisas que eu não diria,
Pois o amo tanto, eu não me perdoaria,
Fazê-lo descrer que eu conseguiria.
P'ra ter paz, com ele até no inferno iria,
Mas hoje o vinho já me inebria,
E o álcool já toca a sua sinfonia!
Preciso esquecer o que já há muito finda,
Desmoronar meus castelos de areia fina,
Resíduos de tormenta das saudades minhas,
Sonhos que nunca se concretizariam.
Saudades que vem junto à taquicardia,
Mortes que mudaram toda a minha vida!
Lutas, que com eles aqui, eu não precisaria,
Maldades mais cruéis que uma tirania,
Vindo de quem mais deveria ser meu guia!
E desejos que a sorte me desviaria,
Quando supus que enfim o igual, achei um dia,
E que o acaso levou com uma ventania.
Mas nada agora o meu amor mudaria.
Mesmo a incompatibilidade que nos diferencia,
Mesmo o dia-a-dia na azáfama rotina!
Abrindo em meus olhos pela manhã a cortina,
Não sabendo que eu lia enquanto ele dormia.
E que não entende nunca minhas ironias!
Que tento dormir quando o sol irradia,
Depois destas fases de insônia doentia.
Todavia amor, onde esteja sorria...
Sou grata por ele nunca me deixar sozinha!
Mesmo eu sendo um gato que foge arisca,
Ele me recolhe carinhoso, e a manhosa mima!
Perdoa-me nestes dias que minh'alma exorciza,
Só eu sei da solidão que ela tanto precisa,
P'ra recomeçar a amar novamente... a vida.
Tatiane Sales
(Minha gratidão e minha poesia)
domingo, 5 de junho de 2011
Skap
Quando você fala BALA no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha, estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você pousa mariposa morna, lisa
O sangue encharca a camisa
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho
Quando você diz, o que ninguém diz
Quando você quer, o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde, alardeia sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste, quase feliz.
Você me faz parecer menos só
Menos sozinho...
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Vinho negro
Quando acho que encontrei a luz e sinto-me aquecida pela
claridade...
Cai uma tempestade fria por sobre minha esperança e o céu
escurece por sobre minha cabeça derramando chuva como mortais lanças, ressaltando
que as trevas é que me ama mais!
Portanto garçom sombrio... traga a mim uma taça do seu
mais negro vinho e um cigarro com teor de breu infindo, por favor, e me deixa
em jaz!
Pois a escuridão se aproxima em breve, preciso da solidão
para que Ela me leve... E talvez nas trevas eu encontre a paz...
Tatiane Sales
(Minhas prosas poéticas)
...
...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Decepções de casal
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Ultimamente tenho-me conformado muito para com formas e jeitos alheios, ora não sentir aquela sensação horrível de frustração seguida de angústia (que só quem já sentiu sabe o aperto no peito que evito), pois quem pouco expectativa as coisas, menos se frustra.
Tenho-me convencido de que não passo de uma metida a psicanalista que diagnostica a todos gratuitamente, uma virginiana inatamente crítica, mas não é bem assim. Algumas atitudes que observo não são justificáveis e ponto.
Decepções tornam-se piores quando vem de alguém que admiramos e mais ainda quando colocamos todas as nossas expectativas por sobre ela (não sei se tal responsabilidade adquirida pelo outro deve ser considerada um elogio lisonjeiro ou uma punição), mas ser perfeito aos conceitos, princípios e tradições de outrem é deveras complicado. Ninguém é igual. Isso num casal ocorre simultaneamente.
O que ocorre é que eu respeito a individualidade de cada um e esse é o ponto, não respeitam o meu! Admiro a particularidade, a independência nos indivíduos. Ultimamente para "agradar" a outrem, estou perdendo minha individualidade e para falar a verdade, nem lembro mais quem eu sou.
Essa estória de dois em um é balela religiosa. Intimidade é boa apenas em momentos, não sempre, não 24 horas ao dia! Meditação se pratica sozinho, ler um livro se pratica sozinho. Eu não queria abrir mão da minha solidão, ela foi minha amante durante tantos anos, às vezes ainda preciso dela. E se tive amigos no passado, não lembro mais. Respeito as pessoas, que criam o seu próprio mundo. Eis minha decepção, pois é muita responsabilidade ser o mundo de alguém. Todavia sei que também vou decepcionar tamanha expectativa esperada.
Não peço um sádico Dh Lawrence, acredito no amor, não quero ser cruel ou ingrata, mas o ciúme é lisonjeiro desde que não excessivo.
Se o seu marido disser que vai jogar futebol, talvez ele vá mesmo! Ser livre está muito longe de significar ser leviano.
Enquanto uns pedem doação absoluta, outros pedem espaço...
O estágio mais delicado num conflito de casal é quando você observa que a outra parte não está aberta a querer te entender ou simplesmente não entende mesmo! Ou você tenta expor sua opinião nem que seja no grito para tentar ser ouvida, ou então você diz: "Não adianta querer te passar o que sinto sobre a forma que você age e agiu, porque se você não se observa, se você não se analisa em seus próprios comportamentos, esse conflito tem uma proporção muito maior do que eu supunha! E sendo assim, desisto".
Claro que existem dois lados de uma mesma moeda (o casal é uma única moeda com dois lados) cada um com suas verdades, suas dores, dúvidas, rancores, limitações a ouvir, expandir e principalmente aceitar. Às vezes é impossível entender mesmo, mas principalmente é necessário aceitar.
Tatiane Sales
(Crônica conflitiva)
terça-feira, 31 de maio de 2011
Melancolia
Ah, meiga melancolia,
Por que me enternecer assim?
Menina pulsa em demasia
O coração dentro de mim!
Melindrosa nesta noite fria,
Se, estou sozinha me apego a ti
E o papel que sobra e a caneta amiga,
Suavizam-me a dor enfim...
Sussurra palavra triste em melíflua,
Que a poesia brota sem pedir.
Torna mais doce minha agonia
E sob os versos irei dormir...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O pé do enforcado
Havia um motivo como há muito não havia...
Não lavou o rosto, não trocou a roupa,
se dirigiu à mercearia.
Comprou dois metros de corda grossa,
com as mãos a testou com força.
Não se importou com a hostilidade do vendeiro.
Olhava para baixo, para o seu pé direito,
em seu desterro não pensava, não lamentava.
Paralisou os seus sentidos dos tantos ais e
silencioso já não soluçava mais.
O significado de toda uma vida nada era.
Todo um caminho o levou àquilo, ou seja, a nada.
A sua vida não mais que a dos outros agora lhe importava.
Parou no meio da rua inerte,
não sentiu a brisa em seu rosto, num carinho singelo
dos dedos de Deus dizendo: Não faça.
Não viu o sorriso de Deus no sol da praça.
Ele estava pálido, os olhos fundos.
Talvez se ele dormisse um sono sem interrupções, profundo.
Talvez se alguém o fizesse um chá quente, com um bom dia
e uma rosa,
mas ele não viu a rosa na mão da criança tocada pelo sol da praça.
Era firme os seus passos, o rosto lívido,
e no último instante de uma vida inteira covarde,
ele havia decidido!
E havia no seu rosto como há muito não havia,
um imperceptível sorriso...
Não percebeu que pisou em uma folha seca,
que a árvore de outono o presenteara.
Seu rosto era gélido, face inalterável.
Se seus olhos ainda choravam?
Talvez nem mais piscavam!
Entrou naquela casa suja, desordenada, mórbida;
Sem responder o olhar da vizinha velha amargurada.
Deixou o seu pacote na mesa,
e sentou-se pensativo na macabra cadeira.
Por lá ficou horas ou dias, não se sabe.
Pensou ou esperou, mas nada veio...
Mudo em seu fúnebre devaneio.
Então subiu naquela cadeira sem receio.
Olhou para cima, fitou a viga e pôs-se a laçar
um nó como escoteiro.
Parecia que toda a sua vida o preparara para o nó.
Com tanto afinco e destreza, ninguém jamais por ele
sentiria dó.
Enlaçou ao seu pescoço a corda como um colar,
porém sentiu uma esperança como há muito não sentia,
e por alguns momentos teve vontade de ficar...
Mas ao não se jogar nada veio.
Respirou mais fundo sem sofrer,
e teve ímpetos para morrer!
Definitivamente uma coragem o dominou
e se lançou.
A cadeira para o canto inalcançavelmente voou.
Ao sufocar se arrependeu, mas era tarde.
Então se entregou, se libertou,
e o seu pé direito como há muito não fazia,
ainda uma vez, dançou.
Tatiane Sales
(Meu poema)
...
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Frio de inverno
E nem ao menos uma poesia...
O sol da manhã não me traz alegria.
Frio está neste tempo de inverno
E gelado tornou- se até o meu inferno!
Sinto falta d'um tanto de fogo,
D'um dia de verão que não chegou de novo...
Eu grito por sol, tremendo a clamar.
Eu sei que está lá em algum lugar,
Mas é tão longe o astro alcançar
Este vento gélido a me congelar!
Falta-me poesia,
Sobra-me melancolia...
Na inércia de tempos gelados
Que imobilizam meus movimentos,
Meus pensamentos.
E tudo o que enxergo é este dia nublado,
Este céu nevoento sem ninguém ao lado...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Ele, o Sol
Eu te amo no outono
Em suas folhas secas
Na melancólica tarde
Na dúvida e na certeza...
No ímpeto da tempestade
E no te amar no momento
Em que o vento sopra
O meu cabelo em movimento...
Quatro estações no peito
Nas falhas, no erro...
Estou tão apaixonada
E sinto tanto medo!
Eu te amo...
Nas canções doloridas e sonetos
Nas calçadas escuras do caminho
Em minhas lágrimas puras de lamento
No viajante perdido e sozinho...
Meu amor é um amante sem destino,
Estrangeiro nas terras do alheio.
Na aurora, no porvir, no breu infindo,
Meu pensamento em você o tempo inteiro.
Eu te amo...
Na esperança exalando aromas d'orvalho
No abrir das flores;
No que alenta meu dormir nos lençóis do quarto,
Imaculados amores!
Creio entristecida na esperança ao longe,
Que conforta em semente vida imaginar você.
A multidão macula a calma da noite
E eu te procuro sem te ver...
Meu espírito torna-se nublado,
Chove um choro sofrido.
Como o grave dum tenor calado,
Como o lírico duma dor num hino.
Eu te amo tanto quando estamos sós,
Também quando estou só num canto em prantos!
No refúgio do vinho que o sangue aquece,
Na respiração de ar frio que me enternece.
Perdão ao frio que gela o meu rosto
Pálido que a solidão causa.
Há liberdade na paixão? Quero voar neste verão,
Mas sinto-me em desgosto, aprisionada!
Embalo-me sob árvores intocadas.
Estou tão apaixonada
Na luz tranquila em que busco alívio
E na toada sentimental dum livro.
Nos raios do seu sublime olhar
É crer no céu, na redenção!
No permitir a sua voz em me chamar,
Meu coração pulsa em tempo vão...
Meu corpo exala flores de sentimentos
Na melódica Torna a Surriento
Na paixão do sol, o sorriso brota.
É você quem chama meu querido volta!
Meu amor traz paz?
Seu raiar conforta...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
Em suas folhas secas
Na melancólica tarde
Na dúvida e na certeza...
No ímpeto da tempestade
E no te amar no momento
Em que o vento sopra
O meu cabelo em movimento...
Quatro estações no peito
Nas falhas, no erro...
Estou tão apaixonada
E sinto tanto medo!
Eu te amo...
Nas canções doloridas e sonetos
Nas calçadas escuras do caminho
Em minhas lágrimas puras de lamento
No viajante perdido e sozinho...
Meu amor é um amante sem destino,
Estrangeiro nas terras do alheio.
Na aurora, no porvir, no breu infindo,
Meu pensamento em você o tempo inteiro.
Eu te amo...
Na esperança exalando aromas d'orvalho
No abrir das flores;
No que alenta meu dormir nos lençóis do quarto,
Imaculados amores!
Creio entristecida na esperança ao longe,
Que conforta em semente vida imaginar você.
A multidão macula a calma da noite
E eu te procuro sem te ver...
Meu espírito torna-se nublado,
Chove um choro sofrido.
Como o grave dum tenor calado,
Como o lírico duma dor num hino.
Eu te amo tanto quando estamos sós,
Também quando estou só num canto em prantos!
No refúgio do vinho que o sangue aquece,
Na respiração de ar frio que me enternece.
Perdão ao frio que gela o meu rosto
Pálido que a solidão causa.
Há liberdade na paixão? Quero voar neste verão,
Mas sinto-me em desgosto, aprisionada!
Embalo-me sob árvores intocadas.
Estou tão apaixonada
Na luz tranquila em que busco alívio
E na toada sentimental dum livro.
Nos raios do seu sublime olhar
É crer no céu, na redenção!
No permitir a sua voz em me chamar,
Meu coração pulsa em tempo vão...
Meu corpo exala flores de sentimentos
Na melódica Torna a Surriento
Na paixão do sol, o sorriso brota.
É você quem chama meu querido volta!
Meu amor traz paz?
Seu raiar conforta...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Vazio, nuvem cinza
Já se sentiu como se nada do que fizesse em determinado período da vida, num ínterim, numa fase, desse certo? Ou pior, tudo o que você faz é errado nesse tempo? É assim que me sinto nestes meus dias vazios, mas repletos de erros. A neurolinguística não me ajudou muito sobre isso, pois nela o erro está na forma em que observo os acontecimentos. Posso não ser a maior das otimistas, mas sou muito esperançosa, e sei que é uma fase! Sei que passa! Vivo numa espécie de meio; meio vida e meio morte, onde cada movimento é sem ânimo... Já desisti de fazer o que realmente quero nestes dias, porque no final, sei, dará errado. Talvez essa meia morte seja pior do que a própria morte! Não queira estar nesse lugar, nesse meio, onde cada atividade é forçada. Vivo sem alegria, sabendo que minhas ações são da maneira que não deveria ser. Escuto isto toda hora... "Você poderia ter feito isso, você poderia ter feito aquilo... desse modo ou daquele modo...” A grande verdade é que eu não sei "como" deve-se fazer neste vasto mundo maldito! Não pedi para nascer. Nestes dias vazios repletos de erros, me sinto um erro, me sinto inepta e inapta, me sinto um nada.
Tati Sales
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Avante
O jeito é respirar fundo, olhar ao redor e no espelho, e valorizar o que temos de melhor!
Ainda não acabou...Ainda há muito a ver, errar e aprender.
Há algumas frases que me motivam em momentos de poço escuro:
"Sorri e ao notar que tu sorris todo mundo irá supor que és feliz..." e, "vou por aí a procurar rir p'ra não chorar!".
O jeito é seguir adiante, e ver onde isso tudo vai dar, pois "a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar...".Estou sorrindo querendo chorar como um pierrô palhaço, mas vamos em frente...
O teatro está-me sendo útil nestes dias de "finja fé e ela aparecerá".
T.S
...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
No circo
Na cidade entrou,
o circo chegou!
Lá estou!
Quem eu sou?
Sou a atração principal!
Fenomenal, sensacional!
Tornei-me estrela afinal...
Sob a lona amarela e vermelha,
que sob um céu repleto de estrelas,
depois do trapézio nos ares
e do vai e vem dos malabares,
sou eu quem rouba a cena!
Não... Não tenha pena...
Eu pinto uma risada no rosto
e maquio o meu desgosto
para o público rir!
Tropeço para a plateia aplaudir!
Com um nariz vermelho na cara,
corpo e roupa de dançarina clássica,
enceno desequilibrada
uma bailarina atrapalhada.
... E o público se diverte
com a minha pobre desgraça.
Eis a estrela que reflete:
Sou a bailarina palhaça!
Tatiane Saleso circo chegou!
Lá estou!
Quem eu sou?
Sou a atração principal!
Fenomenal, sensacional!
Tornei-me estrela afinal...
Sob a lona amarela e vermelha,
que sob um céu repleto de estrelas,
depois do trapézio nos ares
e do vai e vem dos malabares,
sou eu quem rouba a cena!
Não... Não tenha pena...
Eu pinto uma risada no rosto
e maquio o meu desgosto
para o público rir!
Tropeço para a plateia aplaudir!
Com um nariz vermelho na cara,
corpo e roupa de dançarina clássica,
enceno desequilibrada
uma bailarina atrapalhada.
... E o público se diverte
com a minha pobre desgraça.
Eis a estrela que reflete:
Sou a bailarina palhaça!
(Minha poesia)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Teatro
Ofertar-te-ei verdades novas como rosas
Sob o manto de palavras transpostas
para um plano artístico em que generosos
gestos, estes, de minha generosa parte, encena
para não te magoar, te alegrar ou emocionar.
A verdade, como o teatro, é ou pode ser uma questão do ponto
de vista na imaginação da plateia.
É o olhar teatral na interpretação da que acredita
ou da ateia.
Sim ou não...
É uma questão de fé e visão.
Tatiane Sales
(Minha poesia)
Sob o manto de palavras transpostas
para um plano artístico em que generosos
gestos, estes, de minha generosa parte, encena
para não te magoar, te alegrar ou emocionar.
A verdade, como o teatro, é ou pode ser uma questão do ponto
de vista na imaginação da plateia.
É o olhar teatral na interpretação da que acredita
ou da ateia.
Sim ou não...
É uma questão de fé e visão.
Tatiane Sales
(Minha poesia)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Cadência
Foi criando que não criei
Foi organizando que não organizei
Foi tentando que piorei
E foi errando que acertei
Depois da tristeza sorri
Sorri para o mundo que nunca vi
Eu, o pintor que não pintava
Eu, o palhaço que não chorava
Não tinha boêmio naquela boemia
Pois o cigarro nem cinza tinha...
Mas este espinho ainda dá jasmim.
Ainda há samba nesta batucada
E tem cadência nesta bateria
Tem mestre-sala com alegria
Eu me encontrei nesta madrugada
Ainda há vida dentro de mim!
Minha perna de pau eu remendei
E consertando, não consertei
Foi tentando que piorei
E foi errando que acertei.
By Tati Sales and FabioToledo
(Nossa poesia)
...
domingo, 1 de maio de 2011
La Luna
Você já viu hoje a lua
De opalina pendurada?
Esplêndida clareia a rua
Iluminando a madrugada.
Você já viu hoje a lua
Branca a noiva em sua grinalda?
Cheia a robusta nua
Como uma santa virgem grávida...
Você já viu hoje a lua
Clemente senhora alva?
Prateando a noite escura
Brilhando no céu da estrada?
Você já viu o olhar da lua
Que o amante extenuara?
Qual é a mágica sua
Feiticeira de tez pálida?
Deslumbrada pela lua
Vou-me embora encantada,
Mas deixa-me ela confusa
Num conflito, desolada...
Você já me viu olhar p'ra lua
P'ra linda virgem argentada?
Tenho inveja ou isso ofusca
Estar por ela apaixonada?
Sinto-me fascinada...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
De opalina pendurada?
Esplêndida clareia a rua
Iluminando a madrugada.
Você já viu hoje a lua
Branca a noiva em sua grinalda?
Cheia a robusta nua
Como uma santa virgem grávida...
Você já viu hoje a lua
Clemente senhora alva?
Prateando a noite escura
Brilhando no céu da estrada?
Você já viu o olhar da lua
Que o amante extenuara?
Qual é a mágica sua
Feiticeira de tez pálida?
Deslumbrada pela lua
Vou-me embora encantada,
Mas deixa-me ela confusa
Num conflito, desolada...
Você já me viu olhar p'ra lua
P'ra linda virgem argentada?
Tenho inveja ou isso ofusca
Estar por ela apaixonada?
Sinto-me fascinada...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Crônica do ser
Pode-se dizer que sou uma mulher que todos os dias volta ao introito de sua alma numa busca inefável, porém inexorável de ser um ser humano melhor. As veredas mais importantes são as que levam rumo ao caminho da humildade, da paciência e da bondade. São nessas veredas que trilho.
Sou um ser humano? Não... Ainda não sou de fato um verdadeiro ser humano, e poucos são. Quem eu "sou" não se explica em minha adoração pela natureza ou em meu amor pelas artes, em meus defeitos e qualidades momentâneos, nem em minhas ideologias, fracassos, inspirações e paixões. "Ser" vai além disso. Se definir é se limitar. Num universo em expansão, sou ainda em evolução, em transformação, em travessia. Amplitude de busca, erros e aprendizado, aprendendo a cada dia. Sei o que sou agora, mas sei também que há muito em mim que ainda não conheço. Se as veredas mais importantes são as que levam para a estrada da humildade, da paciência e da bondade, sou agora a que trilha para chegar no caminho do que devo ser... Um verdadeiro ser humano.
Tatiane Sales
...
Sou um ser humano? Não... Ainda não sou de fato um verdadeiro ser humano, e poucos são. Quem eu "sou" não se explica em minha adoração pela natureza ou em meu amor pelas artes, em meus defeitos e qualidades momentâneos, nem em minhas ideologias, fracassos, inspirações e paixões. "Ser" vai além disso. Se definir é se limitar. Num universo em expansão, sou ainda em evolução, em transformação, em travessia. Amplitude de busca, erros e aprendizado, aprendendo a cada dia. Sei o que sou agora, mas sei também que há muito em mim que ainda não conheço. Se as veredas mais importantes são as que levam para a estrada da humildade, da paciência e da bondade, sou agora a que trilha para chegar no caminho do que devo ser... Um verdadeiro ser humano.
Tatiane Sales
...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A rotina
Não importa o quanto você queira que aquela viagem nunca termine, para você permanecer ao lado dele no carro, como se no mundo existissem apenas vocês dois; vocês chegarão ao destino.
O filme acabará desatando naturalmente o abraço
que naturalmente formou-se.
que naturalmente formou-se.
Willie Dickson tocará a última música na vitrola, e o blues se tornará o som da agulha arranhando o disco.
E quando você estiver sendo enfim sincera, e conseguindo transmitir o que de melhor há em você, notará que tomaram a última taça daquela garrafa de vinho italiano, que só seria aberta numa ocasião especial.
O fim da noite de domingo se unirá à segunda-feira, e você não vai querer ir embora, iludida de que nada mais importa se os dois estiverem juntos. Você ficará, e ficar será então o grande erro!
Para não perder o encanto, temos que saber o momento certo de partir, para num retorno inebriado pela saudade, continuar a descobrir aos poucos o que ficou incógnito nas entrelinhas, sem deixar a banalidade real estragar o ébrio encantador da paixão.
Em seus primeiros encontros aconselho a ir embora no domingo à noite mesmo, e não segunda-feira pela manhã (lúdico?). É melhor prorrogar o existencialismo para o casamento, e mesmo assim, a total intimidade num casal pode ser perigosa. A rotina pode desencantar qualquer conto de fadas.
Tatiane Sales
(Minha prosa)
...
domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Canto de boemia
Sóbrios ébrios amigos de pôquer
Vou encontrá-los para beber e jogar
O gatuno fumando em meio aos madafoquer
Repelindo-me, Tati você não pode fumar!
Com eles o caos é tão aprazível
Nas noites de inércia encontro a boemia
A madrugada sem eles seria terrível
E no porre não percebo o amanhecer do dia.
O vinho faz de nossos lábios, ensanguentados.
Avermelhados, poetizando trovas às gargalhadas!
Rindo mais que o curinga do carteado
Os demônios se assustam com as nossas risadas!
Alcoólatras, gênios, lindos e loucos.
Falamos de arte e sexo em prosa
Filosofando a criação de Deus, louvam,
Recitando Marquês de Sade, gozam.
Não os trago para a vida cotidiana,
Pois somos o elo que se une no bar
Somos o refúgio para as noites insanas
Somos o resto, quando mais nada sobrar...
Tatiane Sales
(Minha poesia)
Para vocês da taverna, um brinde!
...
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Intrínseco
Se um dia nos encontrarmos novamente
Rogarei numa súplica dolente
Tempo, para memorizar-te eternamente.
Antes de a noite findar
Tentará dizer-me o que sente?
Ausente amanhã estará
Notará que só vale o presente...
Agora é a hora, o momento
Gemendo de intento me fala?
Observara que luto por dentro
Retendo a paixão que propaga.
Antes que amanheça, diz como?
Sinta-me inteira e me inspira...
Sua vida derrama em meu corpo
Minucioso envolve-me em lira
Espera-me na madrugada
Tatuada em toda a ausência
A essência de sentir sua falta
Nada é mais que a sua presença!
Apenas segura minhas mãos...
Falarão dos sentimentos que escrevo
E vejo surgir na escuridão
Revelação de um lânguido beijo...
Nesta pausa, não existirá tempo
Aumento as horas para nossos lábios
Natos de delicadeza, um momento
Dentro do destino, no acaso.
Esperar-te-ei numa noite, jovem artista
Sinta, pois te aguardo um dia
Seria isso, idealizações de poetiza
Externizando uma saudade esquecida?
Não, em meus versos há um motivo
Antagonizo, talvez em vão, antagonizo...
Tatiane Sales
Rogarei numa súplica dolente
Tempo, para memorizar-te eternamente.
Antes de a noite findar
Tentará dizer-me o que sente?
Ausente amanhã estará
Notará que só vale o presente...
Agora é a hora, o momento
Gemendo de intento me fala?
Observara que luto por dentro
Retendo a paixão que propaga.
Antes que amanheça, diz como?
Sinta-me inteira e me inspira...
Sua vida derrama em meu corpo
Minucioso envolve-me em lira
Espera-me na madrugada
Tatuada em toda a ausência
A essência de sentir sua falta
Nada é mais que a sua presença!
Apenas segura minhas mãos...
Falarão dos sentimentos que escrevo
E vejo surgir na escuridão
Revelação de um lânguido beijo...
Nesta pausa, não existirá tempo
Aumento as horas para nossos lábios
Natos de delicadeza, um momento
Dentro do destino, no acaso.
Esperar-te-ei numa noite, jovem artista
Sinta, pois te aguardo um dia
Seria isso, idealizações de poetiza
Externizando uma saudade esquecida?
Não, em meus versos há um motivo
Antagonizo, talvez em vão, antagonizo...
Tatiane Sales
domingo, 27 de março de 2011
Se puder por dentro me ver
Querido... Se você puder por dentro me ver, gostaria de lhe falar sobre essas longas noites solitárias, sobre o correr da noite, essas travessias desertas cheias de fantasmas; lhe falar sobre esse coração que ouço bater, não desiste. Dizem que a vida vale a pena ser vivida. Então eu quero mais, meu coração não desistiu. Aqui dentro eu acredito no meu coração que bate, no pulsar das minhas veias, acredito nessa força dentro de mim. Se você puder por dentro me ver, direi como é minha vida, de quando o medo se ergue, e fica tão alto que me dá tontura e desespero. Passo por esses momentos pensando estar perdida, mas às vezes descubro em mim mesma, forças desconhecidas. Você verá todas essas forças, se você puder por dentro me ver.
Sei que estou aqui para aprender alguma coisa, e quando eu tiver aprendido, poderei enfim partir. Eu sei... E sinto que o entendimento se aproxima, pois já me emociono com o pôr do sol.
Ouvi que a maravilha da vida está no aqui e agora. Sei que quando eu partir, eu não estarei mais dominada pelo medo. A vida pode ser cheia de riquezas, nos gestos, sorrisos e alegrias se compartilharmos o que sabemos. Li que Deus encontra-se nos relacionamentos. Levarei alguns momentos comigo.
As conversas com meu irmão mais novo, a lembrança do meu pai e minha mãe juntos, os cafés e cappuccinos com os amigos, o anseio pelo estudo e sabedoria, a adoração pela natureza e o amor pela arte. O circo, ah o circo! O nome duma paixão libidinosa, a delicadeza da minha mãe regando as rosas. Rostos e versos... A ligeira embriaguez com vinho ou martini, o mar... o mar... Aquele beijo, aquela dança, a grama molhada, aquela bela mão branca no volante do carro, no violino e em meu rosto, tantos sorrisos, aquele sorriso...
Aprendi muito, conheci pessoas maravilhosas.
Já sei que é necessário compartilhar as alegrias, saborear cada momento e, acima de tudo, olhar as pessoas por dentro. Não tenha vergonha de dizer para as pessoas que você gosta que você as ama. Isso, eu já sei, mas o verdadeiro entendimento está em pôr o amor em prática. E essa ação, ah... essa ação, eu ainda estou aprendendo...
Inspirações em G. Musso,
por Tatiane Sales.
...
Sei que estou aqui para aprender alguma coisa, e quando eu tiver aprendido, poderei enfim partir. Eu sei... E sinto que o entendimento se aproxima, pois já me emociono com o pôr do sol.
Ouvi que a maravilha da vida está no aqui e agora. Sei que quando eu partir, eu não estarei mais dominada pelo medo. A vida pode ser cheia de riquezas, nos gestos, sorrisos e alegrias se compartilharmos o que sabemos. Li que Deus encontra-se nos relacionamentos. Levarei alguns momentos comigo.
As conversas com meu irmão mais novo, a lembrança do meu pai e minha mãe juntos, os cafés e cappuccinos com os amigos, o anseio pelo estudo e sabedoria, a adoração pela natureza e o amor pela arte. O circo, ah o circo! O nome duma paixão libidinosa, a delicadeza da minha mãe regando as rosas. Rostos e versos... A ligeira embriaguez com vinho ou martini, o mar... o mar... Aquele beijo, aquela dança, a grama molhada, aquela bela mão branca no volante do carro, no violino e em meu rosto, tantos sorrisos, aquele sorriso...
Aprendi muito, conheci pessoas maravilhosas.
Já sei que é necessário compartilhar as alegrias, saborear cada momento e, acima de tudo, olhar as pessoas por dentro. Não tenha vergonha de dizer para as pessoas que você gosta que você as ama. Isso, eu já sei, mas o verdadeiro entendimento está em pôr o amor em prática. E essa ação, ah... essa ação, eu ainda estou aprendendo...
Inspirações em G. Musso,
por Tatiane Sales.
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domingo, 20 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Beijo roubado
Intuição...
Traição, que distração!
Dissoluto e sujo!
Do devasso fujo,
Mas lascivo me pega
A linfa do seu desejo
Sua saliva no meu beijo...
Liberta!
Minh'alma ao limbo
Sua língua em mim,
Mas mesmo assim...
Jurisprudência à parte
Indefensável instinto
Ainda um beijo e vai-te!
Tatiane Sales
(Minha poesia)
...
Traição, que distração!
Dissoluto e sujo!
Do devasso fujo,
Mas lascivo me pega
A linfa do seu desejo
Sua saliva no meu beijo...
Liberta!
Minh'alma ao limbo
Sua língua em mim,
Mas mesmo assim...
Jurisprudência à parte
Indefensável instinto
Ainda um beijo e vai-te!
Tatiane Sales
(Minha poesia)
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quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Para Friedrich Nietzsche
Segundo "Quando Nietzsche chorou" de Irvin D. Yalom, Richard Wagner é um anti-semita e corrompeu a música... o que é um tanto quanto cômico!
Nietzsche era amante da ópera Carmem de Bizet.
"Você me ama e eu te amo, e se eu te amo... toma cuidado!
Não concordo muito com a filosofia de Nietzsche, porém gosto dele. Ah... como eu compreendo os motivos que o transformaram em pagão!
"Amamos mais o desejo do objeto do que o objeto desejado"
...
domingo, 13 de março de 2011
Rompimento
"Carta ao derradeiro
encontrada ao léu.
Volto para o início do inferno,
no final do céu..."
É difícil iniciar isto, entretanto é necessário que se faça...
Escrevo como forma de desabafo e também de despedida.
Estou dando-te fragmentos do que sinto, não sei se é errado ou certo, mas é a minha verdade e somente, agora. Espero que aceite.
Não poderei ver-te mais, seria tortura e já estou muito machucada. É injusto ser forte sem ser, é cruel comigo suportar para confortar-te, aguentar e fingir para agradar-te; sou um ser humano, não um super-herói.
Você sabe o motivo dessa carta. Estou oscilando meu humor entre Sartre e Shakespeare, naquela bipolaridade que você conhece, todavia optei, não quero ser nem sua Simone de Beauvoir nem sua Julieta.
Eu não quero mais ver-te, nem falar contigo e espero que você queira o mesmo, ou pelo menos consiga respeitar isso... E me respeitar ao menos uma vez. Não mais me procura.
Não estou nada bem, queria muito que você estivesse comigo de alguma forma e por isso tentei ser sua amiga sufocando minha dor, a mágoa. Todos os dias em que nos vemos você me decepciona mais. Sempre encarei seu comportamento como atos inconsequentes de um jovem rico e mimado, imaturo e perdido. Da última vez foi diferente, foi intencional, você "quis ser" vil.
Motivos você é inteligente o bastante e até mais para saber.
É impossível ser sua amiga, quando na verdade sou sua... Na última vez senti-me agredida de todas as formas que uma mulher poderia sentir-se. Maculada... Notei que você não respeita nem meu coração, nem meu corpo.
Vi que sou uma latina no oriente de sua vida.
É insustentável imaginar que você agora está com outra. Às vezes imagino-te sendo tocado e beijado, tocando e beijando, pensando em mim e amando-me em outra. Consequentemente, você se torna um vampiro maldito que suga toda minha alegria, meu ânimo, minha psicologia, minha filosofia, minha arte, tudo que sei, que sou e que amo para tentar compreender-te.
Percebi que sou muito mais do que a forma como você me trata. Não tenho que passar por essa difusão de veneno em minh'alma.
Espero que você tenha feito a escolha certa ao dar motivos e incitar minha despedida.
Não deu certo com aquele rapaz que te enciumei. Não temos nada em comum e por uma questão de escolha seria um grande erro começar algo que não daria certo somente para viver momentos... Admirar a beleza de alguém não é suficiente. Sei que ele é apenas mais um na infinidade de homens sacanas que me aparecem. Piegas, mas você causou-me a sensação de que homens não prestam. Talvez um dia a providência me mostre o contrário. O ser humano pode elevar-se à sua própria condição e superar-se.
Estou só e sei que permanecerei assim por um longo tempo, todavia agora sei do que preciso... E se não vier, apenas continuarei como sempre fiz antes de ti. Era vazio antes, apenas será mais vazio agora, mais vazio sem você. Já sinto a lacuna imensa, ou melhor, o abismo, o buraco negro no meu peito.
Ouço a chuva tão forte lá fora, mas é muito pior a tempestade que sinto dentro de mim e que transborda em forma de lágrimas pelos olhos que você conhece.
sábado, 12 de março de 2011
Atrás da porta
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua...
Chico Buarque
...
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Das palavras
Lembrei-me de quando menina, de um dos primeiros livros que li "As coisas que a gente fala, de Ruth Rocha". Lembrei-me do momento que a leitura tomou-me por hábito, foi pouco depois da morte de minha mãe que comecei a ler, pois sentia eu sua falta e precisava ocupar-me em algo para distrair-me de sua ausência.
Lembrei-me do momento exato em que passei a amar rosas. Ela tinha uma roseira, cor-de-rosa. No dia de sua morte colhi uma rosa no jardim e fiquei segurando-a por todo o tempo. No velório uma tia tirou-me a rosa das mãozinhas e colocou-a nas mãos geladas de minha mãe, destacando a rosa em meio às margaridas brancas por sobre seu corpo sem vida. Talvez fosse nessa hora que uma alma triste de poetisa invadiu-me o corpo delicado e tomou-me o ser.
Das palavras de Ruth Rocha, que desde pequena ensinara-me a pensar:
Depois que elas se espalham,
Por mais que a gente procure,
Por mais que a gente recolha,
Sempre fica uma palavra,
Voando como uma folha,
Caindo pelos quintais,
Pousando pelos telhados,
Entrando pelas janelas,
Pendurada nos beirais.
Por isso, quando falamos,
Temos de tomar cuidado.
Que as coisas que a gente fala
Vão voando, vão voando,
E ficam por todo lado.
E até mesmo modificam
O que era nosso recado.
Por mais que a gente procure,
Por mais que a gente recolha,
Sempre fica uma palavra,
Voando como uma folha,
Caindo pelos quintais,
Pousando pelos telhados,
Entrando pelas janelas,
Pendurada nos beirais.
Por isso, quando falamos,
Temos de tomar cuidado.
Que as coisas que a gente fala
Vão voando, vão voando,
E ficam por todo lado.
E até mesmo modificam
O que era nosso recado.
Ruth Rocha cedo me ensinara o valor da palavra escrita e desde criança, uma lição sobre as palavras: Ter cautela ao falar, porque uma única frase mal (dita) pode ferir profundamente, magoar.
T.S
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Ciúme
Deixa-me pensar, me deixa expandir, me deixa criar!
O sabor do vinho em minha boca se espalhando quente em meu corpo também me dá prazer! Perdoa-me essa traição!
Posso ser o que eu quiser nos textos que escrevo, posso matar alguém, posso ser Napoleão Bonaparte, posso ser uma prostituta leviana, posso ser até um moinho de vento, sem reservas, sem receios de ser louca. Ao menos nos meus textos eu quero ser livre!
Perdoa-me, mas dentro de mim não há somente anjos, há também demônios, preciso externá-los para exorcizá-los.
Permita-me não estagnar, ser toda, tudo e além, permita-me descobrir quem sou.
Sou sua, isso já não é demais suficiente?
Tatiane Sales
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Pousa
Radiando como um dia ensolarado,
Clareando o meu breu inexorável,
Você surgiu como uma pomba branca em vôo,
Em minha vida me trazendo um mundo novo.
Pousou em mim sutilmente gracioso,
Exalando um perfume doce, oloroso.
Tez tão clara com seu branco desbotado,
Olhando-me dois diamantes claros azulados.
Seus olhos, tão azuis foram pintados,
Pelas mãos que pintou o céu estrelado,
Que te banhou de sentimento amoroso,
Para me dar este presente milagroso.
Eu só chorava um sofrimento lamentoso,
Desejava estar em jaz num plano morto!
Dando alento ao meu espírito desolado,
Brilhando veio você em luz, feito um raio.
A esperança deste milagre abençoado,
Aliviando minha dor. Iluminado,
Cuida das minhas feridas cuidadoso,
Ajuda-me a viver neste mundo tão maldoso?
Tatiane Sales
(Minha poesia)
Para o broto.
...
terça-feira, 1 de março de 2011
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